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Pimenta com Limão

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Pimenta com Limão

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28 de Abril, 2020

Lasanha Caseira - Como Deve Ser

lasanha

 

Lasanha, lasanha… Alguém não gosta? Podemos até nem ser os maiores fãs, mas ninguém fica indiferente a uma boa lasanha.

(...) parece que foi pensada para ser o prato ideal para receber convidados sem grandes preocupações logísticas.

A lasanha é o maior presente de Itália para as cozinhas do mundo inteiro. Então e a pizza? – perguntam vocês. Já tentaram fazer pizza em casa, daquela a sério, sem ser com bases compradas? Exatamente. Dá muito trabalho e não vai ser melhor – nem mais barata – que a da vossa pizzaria preferida. Já a lasanha é perfeita para fazer em casa. É uma receita relativamente rápida e económica, pode ser adaptada ao gosto e especificidades alimentares de cada um (carne de vaca, porco, aves, vegetariana…) e principalmente, parece que foi pensada para ser o prato ideal para receber convidados sem grandes preocupações logísticas.

A lasanha que eu faço tem algumas especificidades, leva queijo mozarela entre as camadas de carne e no fim é coberta com parmesão ralado e pimenta preta moída na hora, mas sintam-se confortáveis para não fazerem isso e seguir na mesma a receita, a lasanha via ficar ótima, só não vai ser muito diferente de outra qualquer.

No que diz respeito ao bechamel, também podem não usar, mas não faz muito sentido sem ele.
Deixo-vos aqui dois links para duas receitas de bechamel que considero excelentes, uma tradicional e uma vegan. A única coisa que acrescento é uma pitada de pimenta Cayenne – experimentem!

Bechamel:

Tradicional - https://lifestyle.sapo.pt/sabores/receitas/molho-bechamel

Vegan - http://www.veggitableblog.com/molho-bechamel

Vamos então à nossa receita.

Ingredientes para 4 pessoas:

1 embalagem de massa para lasanha com ovo, daquela que pode ir ao forno sem cozer
300g carne picada, mistura de 80% vaca e 20% porco
250g de tomate pelado, em cubos – comprem o melhor que conseguirem
1 talo de aipo, cortado grosseiramente
1 cebola roxa, cortada grosseiramente
1 cenoura pequena, cortada muito fina
3 dentes de alho, laminados finos
1 folha de louro
1 c. sopa de pasta de tomate concentrada – aquela de bisnaga
100ml de vinho branco seco
Q.b. de queijo parmesão ralado
Q.b. de queijo mozarela ralado
Q.b. de banha de porco – de preferência de um bom porco caseiro
Q.b. de sal e pimenta
Q.b. de azeite para untar o tabuleiro

Preparação:

1. Comecem por pré-aquecer o forno a 220º e por preparar o vosso bechamel. (Sigam uma das receitas linkadas acima)
2. Num bom tacho de fundo grosso – no que diz respeito a tachos, quanto mais pesado melhor – bem quente deitem a banha e depois a carne picada em pequenas porções, como se fossem mini hambúrgueres, para caramelizar. Ao fazer desta forma, conseguimos alourar a carne sem a cozinharmos demais. Assim que estiver dourada, juntem a pasta de tomate, deixem cozinhar mais um pouco, retirem do tacho e reservem.
3. No mesmo tacho, adicionem os vegetais e o louro. Deixem suar um pouco – sempre sem cozinhar demasiado, não queremos uma papa!
4. Refresquem com o vinho e deixem evaporar o álcool. De seguida adicionem o tomate pelado, a carne e temperem. Coloquem em lume brando e deixem cozinhar até que ganhe uma boa consistência. (Vão soltando a carne com uma colher, para que se espalhe)
5. Num tabuleiro, levemente untado com azeite, montem a lasanha da seguinte forma:
- Uma camada de carne
- Queijo mozarela ralado – não ponham muito
- Massa
- Bechamel
- Repitam esta sequência até terem 5 camadas de massa, lembrando que a última camada deve terminar com bechamel no topo.
6. Espalhem por cima da última camada parmesão ralado e pimenta preta.
7. Levem ao forno tapado com papel de alumínio cerca de 25 minutos
8. Retirem o papel de alumínio e deixem gratinar aproximadamente mais 15 minutos.
9. A vossa fantástica lasanha caseira está pronta! Deixem descansar 5 minutos tapada antes de cortar, para que mantenha a forma.

O que acharam desta lasanha? Deixem a vossa opinião nos comentários.

25 de Abril, 2020

Chips de Beringela

 

É difícil encontrar alguém que não goste de snacks crocantes. Igualmente difícil é encontrar disso em saudável que valha realmente a pena comer, que tenha sabor e que nos deixe satisfeitos, mas de consciência tranquila.

Eu pessoalmente adoro batatas fritas de pacote, daquelas bem gordurosas e artificiais, mas descobri nestas chips de beringela um bom substituto, e o melhor é que podemos dar-lhes o sabor que quisermos!

Eu pessoalmente adoro batatas fritas de pacote, daquelas bem gordurosas e artificiais, mas descobri nestas chips de beringela um bom substituto, e o melhor é que podemos dar-lhes o sabor que quisermos! Sigam o método que vos ensino aqui, mas na parte de temperos sintam-se livres para misturarem o que quiserem, a beringela é extremamente versátil.

Esta receita funciona em 3 etapas. Primeiro salgamos para retirar o excesso de água, depois demolhamos em leite para retirar a acidez característica da beringela e finalmente temperamos e levamos ao forno. Simples.

 

Ingredientes:

1 beringela cortada em rodelas de 0.5 cm

Q.b. leite

Q.b. sal

Q.b. azeite bom

Q.b. pimenta preta

Q.b. vinagre balsâmico

Q.b. orégãos

 

Preparação:

  1. Num tabuleiro, coloquem a beringela espalhada, sem se sobrepor, e cubram com sal por 5 a 10 minutos. Passado esse tempo retirem o excesso de sal e de água.
  2. No mesmo tabuleiro vamos então submergir a beringela em leite por aproximadamente dez a 15 minutos, de forma a retirar a acidez e o excesso de sal.
  3. Após este procedimento colocamos a beringela num tabuleiro de forno com papel vegetal
  4. Fazemos uma mistura com o azeite, o vinagre, os orégãos e a pimenta e pincelamos por cima da beringela.
  5. Vai ao forno a 140º por cerca de uma hora. Não se assustem porque devido ao balsâmico pode ficar mais escura, mas não está necessariamente queimada. Assim que ficar dourada está pronta!

O que acharam destes Chips de Beringela? Deixem a vossa opinião nos comentários.

22 de Abril, 2020

Creme de Batata Com Lascas de Bacalhau

(percorra a galeria para ver todas as fotos)

 

Existe algo mais básico na cozinha portuguesa que batatas cozidas com bacalhau?

Hoje é isso mesmo que vos trago, mas muito menos básico, sem, no entanto, deixar de ser simples. Esta é a minha receita de creme de batata com lascas de bacalhau.

Este creme é bom em qualquer altura, mas se quiserem disfrutar dele em pleno, guardem-no para um dia que faça mais frio ou para uma daquelas ocasiões em que precisamos de comida que aqueça a alma.

Nesta receita a estrela é a batata e não o bacalhau, por isso escolham boas batatas para cozer – batata branca, com baixa percentagem de amido, será a mais indicada. Quanto ao peixe – desculpem – quanto ao bacalhau (Na cabeça portuguesa um golfinho é mais depressa considerado peixe que um bacalhau. Bacalhau é bacalhau e mais nada.) usem o tipo e a parte que preferirem, no entanto lembrem-se que precisamos de lascas bonitas e não de peixe moído.

Eu gosto de usar nesta sopa tiras de malagueta desidratada que costumo fazer em casa, não é obrigatório, mas leva o prato a outro nível. Se quiserem experimentar façam da seguinte forma:

- Cortem malaguetas frescas em tiras finas sem sementes, façam a quantidade que entenderem, depois de desidratadas duram imenso tempo.
- Espalhem num tabuleiro forrado a papel vegetal e levem ao forno a 80º até estar completamente desidratado. É mesmo só isto e vale bem a pena.

Este creme é bom em qualquer altura, mas se quiserem disfrutar dele em pleno, guardem-no para um dia que faça mais frio ou para uma daquelas ocasiões em que precisamos de comida que aqueça a alma.

Ingredientes para 4:

8 batatas médias descascadas e partidas em pedaços iguais
2 lombos de bacalhau – ou o equivalente de outra parte do animal
2 fatias de bacon frito e cortado em tiras
100ml de natas de culinária
900ml de água
900ml de caldo de legumes – se não quiser fazer o Mercadona tem um bastante razoável, em embalagem de litro. Não estraguem o creme com caldo em cubos cheio de sal
Q.b. de cebolinho picado
Q.b. de sal e pimenta
Opcional: tiras de malagueta desidratada

Preparação:

1. Nos 900ml de água cozam o bacalhau, em lume brando, por aproximadamente 7 minutos e reservem
2. Juntem a água de cozer o bacalhau ao caldo de legumes e cozam neste as batatas. Quando estiverem cozidas triturem com a varinha mágica
3. Com o creme em lume brando, adicionem os 100ml de natas, sal e pimenta a gosto. Assim que voltar a levantar fervura retirem do lume.
4. Coloquem em pratos fundos, juntem o bacalhau, o bacon, a malagueta e o cebolinho
5. Está pronto a servir!

Já alguma vez fez creme de batata com bacalhau? O que achou desta receita? Deixe a sua opinião nos comentários.

18 de Abril, 2020

Vinagres Para Todos - Os 5 vinagres mais comuns, como utilizar, comprar e guardar

vinagres

 

Há muito, muito tempo atrás… O vinagre era aborrecido, amarelo-pálido e com demasiada acidez. Chegava a nossa casa num frasco de plástico mole a que se cortava a ponta, estava, assim, pronto a ser usado para assassinar as nossas alfaces sem misericórdia.

Chegava a nossa casa num frasco de plástico mole a que se cortava a ponta, estava, assim, pronto a ser usado para assassinar as nossas alfaces sem misericórdia.

Atualmente a secção de vinagres do supermercado é uma coisa alegre, repleta de vinagres brancos, tintos, balsâmicos, de porto, de cidra, de figo seco, de espumante ou aromatizado com frutos vermelhos. As escolhas passaram a ser infinitas e as possibilidades de sermos aldrabados também (mas a isso já lá vamos).

O vinagre é utilizado na cozinha para cortar gorduras, tornar pratos mais leves e brilhantes, temperar saladas e até torna as carnes mais tenras quando adicionado a marinadas. No entanto, os vinagres não são todos iguais.

Será que com tanta escolha ainda faz sentido usarmos um só tipo de vinagre indiscriminadamente? Conheça os 5 tipos mais comuns, como tirar o melhor proveito de cada um e como os armazenar.

Vinagre de Vinho Branco

O mais comum. Como o nome indica é produzido a partir de vinho branco que passa por uma fermentação acética. Use em pratos de aves, peixe ou para fazer pickles caseiros.

Vinagre de Vinho Tinto

Depois do branco, este é sem dúvida o mais conhecido. Use para pratos mais ricos e com sabores terrosos – carne de vaca, porco ou vegetais. Ideal para marinadas.

Vinagre de Cidra

O terceiro mais popular. Elaborado a partir de sumo de maçã fermentado. Este vinagre é famoso não só pelas suas aplicações culinárias, mas também pelos benefícios para a saúde que o seu consumo alegadamente acarreta. É particularmente indicado para aromatizar com outros frutos ou ervas. Vinagre de cidra emulsionado com azeite virgem extra, sal e pimenta fazem um vinagrete que eleva qualquer salada, mesmo a mais simples.

Vinagre Balsâmico

O rei dos vinagres, e provavelmente aquele com que mais vezes somos enganados. O balsâmico é ótimo, mas para ser bom será sempre preciso pagar bem por ele, nada mais justo uma vez que um balsâmico verdadeiro, de entrada de gama, preciso de 12 anos de maturação em barril. Aquilo que regularmente consumimos é vinagre inferior, ou pior, vinagre de vinho aromatizado com caramelo. Umas gotas de balsâmico ficam perfeitas por cima de parmesão, numa salada de tomate e mozarela ou até num gelado de baunilha!

Uma boa opção é usar vinagre de figo seco onde normalmente usaria balsâmico. Não é a mesma coisa, mas é muito superior ao balsâmico corrente.

Vinagre de Arroz

Não é utilizado tradicionalmente fora da Ásia, mas é suave sem ser brando, é o menos ácido de todos. Ideal para pratos de inspiração asiática, marinadas ou para usar sempre que quer um prato com características avinagradas sem exageros.

Armazenamento

Quando decidirem quais os melhores vinagres em que investir, comprem sempre o melhor que conseguirem, um mau vinagre é sempre mau, seja branco, tinto ou balsâmico. Comprem garrafas mais pequenas do que usarem menos. Depois de aberto fica perfeito durante um ano, a partir daí perde muitas qualidades. Devem ser guardados em local fresco e seco, sem luz direta.

Qual é o vosso vinagre favorito? Conhecem alguma receita em que o vinagre seja a verdadeira estrela? Deixem a vossa resposta nos comentários.

17 de Abril, 2020

Cogumelos Salteados Com Alho, Chèvre e Malagueta

 

Para hoje temos um petisco, cogumelos salteados. Um prato que serve de entrada para uma boa refeição ou então que pode funcionar muito bem sozinho, como petisco de final de tarde para acompanhar um copo de vinho, cerveja ou gin.

Adoro utilizar cogumelos, não só pelo facto de serem muito versáteis e saudáveis, mas porque são carregados de sabor “umami”. São aquilo a que podemos chamar um intensificador de sabor completamente natural e sem efeitos indesejados. Se tiverem um desidratador em casa aconselho a desidratarem cogumelos e triturá-los – ficam com um pó que podem adicionar em qualquer cozinhado, não vai alterar o sabor, mas vai intensificar todos os outros.

Coloquei também alho e tomilho – com cogumelos, seja qual for o tipo, nunca vamos errar ao adicionar alho e tomilho.

Aos meus cogumelos salteados acrescentei queijo de cabra, o que lhes dá uma untuosidade fenomenal. A malagueta, por não ser demasiado picante, eleva completamente o prato, conferindo-lhe frescura para equilibrar os sabores fortes do queijo e dos cogumelos. Coloquei também alho e tomilho – com cogumelos, seja qual for o tipo, nunca vamos errar ao adicionar alho e tomilho.

 

Ingredientes para 2:

10 cogumelos castanhos cortados em quartos

1 malagueta fresca laminada, sem sementes nem nervuras

1 dente de alho grande laminado finíssimo – é mesmo importante, esmerem-se a cortar o alho o mais fino possível, que fique quase transparente

2 fatias de queijo chèvre

1 c. sopa de azeite bom

1 c. sopa de molho inglês

1 colher de sopa de vinagre de figo seco

1 raminho de tomilho, só as folhas

1 noz de manteiga

Q.b. sal

Q.b. pimenta preta moída na hora

 

Preparação:

  1. Leve ao lume a aquecer uma frigideira de fundo grosso
  2. Enquanto a frigideira aquece, junte numa taça o azeite, o molho inglês e o vinagre de figo seco e mexa bem
  3. Deite os líquidos na frigideira – deve estar tão quente que reduzem quase de imediato – baixe o lume e junte rapidamente os cogumelos, salteando vigorosamente
  4. Assim que a temperatura baixar um pouco adicione o alho, envolva, depois o tomilho, envolva novamente, e finalmente a malagueta – não sei se repararam, mas é importantíssimo envolver bem de cada vez que acrescentamos alguma coisa
  5. Tempere com sal e pimenta e finalize com a manteiga – não se esqueçam de envolver antes de empratar!
  6. No prato coloquem queijo chèvre esmigalhado por cima dos cogumelos e está pronto a servir. (Podem decorar com mais tomilho e malagueta se quiserem.)

 

Gostaram da receita? Como é que costuma fazer os vossos cogumelos salteados? Deixem a vossa opinião nos comentários!

13 de Abril, 2020

Pera Cozida em Vinho Alvarinho Servida Com Queijo de Cabra

pera-cozida-em-alvarinho

 

Já todos comemos as chamadas “peras bêbadas”, muitas vezes fruta demasiado cozida em vinho tinto demasiado fraco, com demasiado açúcar para disfarçar. Uma sobremesa “fácil” e com cheirinho a canela servida nos menus do dia, ao lado do leite creme e do pudim caseiro. O que vos proponho é fazermos o mesmo, mas em bom.

(...) fruta demasiado cozida em vinho tinto demasiado fraco, com demasiado açúcar para disfarçar. O que vos proponho é fazermos o mesmo, mas em bom.

Escolher boas peras rocha de Alcobaça, nem demasiado grandes nem demasiado pequenas, para terem tempo de ganhar sabor sem ficar em papa é fundamental. Vamos ter atenção ao vinho, um alvarinho tem a frescura dos verdes, mas a acidez equilibrada – a minha escolha pessoal recai no Deu La Deu, mas já sabem que é para usarem o que for do vosso agrado.

 

pera-cozida-em-alvarinho

 

Ingredientes para 6:

6 peras rocha do Oeste – pode cozê-las com ou sem casca, é uma questão de preferência pessoal, mas normalmente cozo com casca

1 garrafa (0,75cl) Alvarinho Deu La Deu

1 chávena de açúcar amarelo

7 cravinhos

1 pau de canela

2 estrela de anis

1 ramo de alecrim

1 c. chá de chá preto – usei Gorreana

6 fatias de queijo chévre

Q.b. chocolate de culinária picado à mão

 

Preparação:

  1. Lave bem as peras e corte-lhes uma base – é nesta altura que as descasca se quiser, mas nesse caso tenha cuidado para não oxidar
  2. Leve ao lume numa panela o vinho, o açúcar e as especiarias, quando ferver junte a fruta, baixe para lume brando e tape
  3. Quando estiverem cozidas, mas firmes, retire as peras e as especiarias. Deixe o líquido reduzir a consistência de xarope e verta-o depois nas peras
  4. Sirva quente ou frio, com uma fatia de queijo por baixo e chocolate picado por cima.

 

Gostou da receita? Tem alguma sugestão? Deixe a sua opinião nos comentários.

13 de Abril, 2020

Limonada Para Adultos - Receita da Minha Vera

limonada-com-gin

 

Uma limonada fresquinha vai bem em qualquer época do ano. Esta receita que vos trago hoje nunca me deixou ficar mal e consegue animar qualquer festa.

A Vera é minha companheira há muitos anos, nunca se entendeu bem com os tachos – apesar dos meus esforços – mas no que diz respeito a refrescos alcoólicos dificilmente encontram melhor artista.

(...) nunca se entendeu bem com os tachos – apesar dos meus esforços – mas no que diz respeito a refrescos alcoólicos dificilmente encontram melhor artista.

A limonada que apresento aqui é com alecrim, mas fica muitíssimo bem com manjericão ou hortelã. O procedimento é o mesmo, use o que mais gostar e o que encontrar mais fresco.

O Gin que usámos foi London Dry – Beefeater, para ser mais exato – porque é uma preferência cá de casa. Faz um Gin Tónico à antiga portuguesa, sem grandes “conices” e é perfeito para uma limonada para adultos. No entanto o melhor é sempre usar o que tiver mais à mão.

 

Ingredientes para 1l:

4 limões médios, sem casca e sem a parte branca amarga

2 c. sopa folhas de alecrim. Se usar manjericão coloque 6 folhas, é suficiente.

2cm gengibre fresco

4 c. sopa açúcar

Q.b. gin London Dry

Q.b. gelo

 

Preparação:

  1. Coloque os limões, o alecrim, o gengibre e o açúcar num liquidificador e triture bem
  2. Coe por um passador de rede fina para uma caneca (ou qualquer outro recipiente que use para servir a limonada). Se esta operação se revelar difícil vá mexendo o líquido que se encontra no passador com uma colher.
  3. Junte água e gelo para encher o recipiente escolhido – não se esqueça de deixar espaço para o gin
  4. Acrescente gin a gosto e está pronto a beber!

 

O que achou da receita? Costuma fazer limonadas para adulto? Deixe o seu comentário.

13 de Abril, 2020

Hoje fui às cebolas...

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Hoje fui às cebolas para abastecer a despensa.

Já vão longe os tempos em que todas as cebolas eram cebola amarela. Atualmente encontramos com relativa facilidade diferentes variedades deste delicioso bolbo que, mais do que lágrimas e mau hálito, nos dá imensos nutrientes essenciais e ajuda a desintoxicar o organismo.

Antes de avançar para a explicação deixo-vos um apelo. Parem de colocar as cebolas no frigorífico. As cebolas reagem muito mal à humidade e apodrecem rapidamente, devem ser guardadas num local escuro, fresco e seco – a despensa, por exemplo – e se possível penduradas.

Aqui ficam algumas dicas sobre as possíveis utilizações dos 5 tipos de cebola mais comuns de encontrar nos nossos supermercados:

Cebola branca: gratinar/assar/comer crua. Tem um sabor intenso, mas ainda assim menos pungente que a roxa ou a amarela, pode por vezes parecer levemente “picante”. Use em chutneys para tirar o melhor partido do seu aroma característico.

Cebola doce: saladas/comer crua. Devido ao seu elevado teor de água e baixa quantidade de enxofre é a rainha das saladas. É a cebola que lhe vai deixar o hálito mais leve.

Cebola roxa: saladas/molhos/doces. A mais bonita das cebolas. Consegue manter a cor viva mesmo depois de cozinhada. De sabor adocicado e polpa suculenta é a mais indicada para fazer compota.

Cebola amarela: saladas/molhos/refogados/etc. É a que encontramos em casa da avó, a cebola tradicional por excelência. É um “todo terreno” do mundo das cebolas. Se desde sempre foi usada para tudo não sou eu que vou contrariar, só não se esqueçam que por dar para tudo não quer dizer que seja a melhor em tudo. Tem ainda a vantagem de ser a que se conserva por mais tempo em boas condições.

Chalota: compotas/refugados/molhos. Pequena, de sabor adocicado e baixa acidez é ideal para pratos delicados, como omeletes ou molhos aveludados. Depois de cozinhada perde por completo a textura, mas mantém o sabor.

 

Que tipo de cebolas preferem utilizar? Deixem a vossa opinião nos comentários.

13 de Abril, 2020

Medidas e Equivalências Mais Comuns

colheres

 

Achei por bem deixar-vos aqui uma indicação para a conversão das medidas mais comuns. É informação que encontram facilmente, mas assim escusam de procurar muito e serviu de desculpa para tirar uma foto engraçada. Quem é amigo?

 

Medidas de volume:

1 quart = 4 cups = 1 l
1 pint = 2 cups = 500 ml
1 cup = 1 chávena = 250 ml
1 tablespoon = 1 colher de sopa = 15 ml
1 teaspoon = 1 colher de chá = 5 ml

Medidas de peso:

1 pound = 16 ounces = 450 g
1 ounce (oz) = 30 g
1 stick manteiga = 1/2 cup = 8 tablespoons = 113 gramas

Temperatura do forno:

Marca 1 do forno a gás = 140ºC = 275ºF
Marca 2 do forno a gás = 150ºC = 300ºF
Marca 3 do forno a gás = 160ºC = 325ºF
Marca 4 do forno a gás = 180ºC = 350ºF
Marca 5 do forno a gás = 190ºC = 375ºF
Marca 6 do forno a gás = 200ºC = 400ºF
Marca 7 do forno a gás = 210ºC = 410ºF
Marca 8 do forno a gás = 220ºC = 425ºF
Marca 9 do forno a gás = 240ºC = 465ºF

Se tiverem dúvidas já sabem, é só perguntar nos comentários!

11 de Abril, 2020

Óleo Picante Fumado Com Especiarias

óleo picante fumado

 

O óleo picante é um dos ingredientes que tenho sempre à mão na minha cozinha. O problema é encontrar um óleo picante de qualidade no mercado. Normalmente o que encontramos disponível ou é demasiado picante, ou pouco picante, ou o óleo de base é fraco, ou então é apenas picante, sem graça nenhuma…

Como é que resolvi o problema? Criei a minha própria receita de óleo picante com especiarias!

A receita que se segue representa o meu gosto pessoal, mas podem acrescentar ou retirar especiarias à vontade. Só não retirem o picante porque vai ligeiramente contra a ideia deste óleo.

A receita é simples mas é preciso cuidado para não queimar as especiarias, caso contrário ficam com um óleo que vai ser apenas picante e insuportavelmente amargo.

Dizem que o primeiro óleo é o que dá o aroma, o segundo é o que dá o vermelho intenso e o terceiro é o que extrai o picante da malagueta. Não sei se será mesmo assim, mas mal também não faz.

Aconselho também a que utilizem uma técnica chinesa, que consiste em adicionar o óleo à malagueta em 3 fases. Dizem que o primeiro óleo é o que dá o aroma, o segundo é o que dá o vermelho intenso e o terceiro é o que extrai o picante da malagueta. Não sei se será mesmo assim, mas mal também não faz.

 

óleo picante fumado

 

Ingredientes:

400ml óleo de girassol

10g gengibre fresco, cortado fino

1 c. chá pimenta da Jamaica, grão

1 c. sopa zimbro, baga

3 folhas de louro

1 pau de canela

2 dentes de alho, esmagados

1 c. chá sementes de coentro

7 cravinhos

5 c. sopa de malagueta em flocos

2 c. sopa pimentão doce fumado

¼ c. chá sal fino

Preparação:

  1. Leve ao lume numa panela o óleo e todos os ingredientes com exceção da malagueta, do pimentão e do sal
  2. Assim que o óleo atingir os 180ºc (se ainda não tem um termómetro esta é uma boa desculpa para comprar) espere um minuto e retire do lume
  3. Retire com uma escumadeira, ou com o utensílio que quiser desde que não se queime, todas as especiarias do óleo
  4. Numa taça resistente ao calor misture o pimentão, a malagueta e o sal. O sal aqui vai servir para ajudar a fixar a cor fantástica deste óleo. Depois de misturadas as especiarias abra um pequeno buraco no meio, assim quando verter o óleo a probabilidade de as queimar é muito menor
  5. Verta então 2/4 do óleo no centro da taça – para o aroma – espere 2 minutos e verta mais ¼ do óleo – para a cor – mais 2 minutos e verta o restante óleo – para o picante
  6. Deixe arrefecer e guarde num recipiente hermético. Eu gosto de guardar uma parte filtrada numa garrafa e outra parte com a malagueta num frasco.

 

O que achou da receita? Já sabe, se tiver dúvidas é só perguntar nos comentários!

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